
Certos temas podem ser introduzidos através de exemplos práticos, capazes de despertar nos alunos a curiosidade pela compreensão dos fenômenos físicos. É o que tentamos fazer neste artigo, propondo que se use a construção de uma câmara escura, intervêm os fenômenos ópticos básicos que serão observados e analisados no prosseguimento do curso, a saber: propagação, reflexão e refração da luz.
Trecho
forma de câmara escura, tipo quarto, foi substituída por câmaras portáteis que nada mais eram que caixas de madeira, pintadas de preto no interior, totalmente fechadas, com um orifício em um dos lados e uma tela no lado oposto. Além disso, foram introduzidas diversas inovações. Uma delas, sugeridas por Girolano Cardano em 1550, fazia com que o pequeno orifício fosse substituído por outro maior, onde se adaptava uma lente convergente, obtendo-se, assim, maior brilho e maior nitidez da imagem. Este tipo de câmara tornou-se muito popular graças a Giovanni Batista Della Porta, cientista e escritor, que, em 1558, fez uma descrição detalhada da câmara para desenhos de contornos e sombras. 36Fig. 2 − Primeiro desenho ocidental conhecido de câmara escura, feito por Gama Frisius, em 1544.EIIl1568, Daniello Barbiero introduziu o usodo diafragma, sistema que permitia a reguiagem da luminosidade, melhorando assim o contraste. Na segunda edição de seu trabalho, Della Porta introduziu um espelho plano, a 459 de inclinação, localizado em frente à lente, dentro da câmara, para refletir os feixes luminosos, fazendo com que a imagem aparecesse direita numa tela, localizada, agora, na tampa da caixa. Ainda preocupado com a inversão da imagem, Ignazio Danti. em 1573, colocou um espelho côncavo atrás da lente. Em 1685, Johan Zahan sugeriu o uso de uma tela de vidro fosco.Todas essas inovações popularizaram ainda mais a câmara escura no meio artístico. Ela era usada. principalmente. para reprodução e cópia direta de imagens projetadas na tela. Paralelamente. a Química trabalhava com os sais de prata. verificando que eles escureciam quando. eram expostos ao Sol. O fenômeno era atribuído ao calor e não à luz. Foi o alemão Johann Henrich Shulze. professor da Universidade de Halle. quem, em 1727. descobriu que o escurecimento dos sais de prata era devido à luz e não ao calor.

