domingo, 27 de dezembro de 2009
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Fresca ou seca, coalhada é fácil de fazer em casa
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[...] TANTO DO PONTO DE VISTA CULINÁRIO QUANTO DO NUTRICIONAL, A COALHADA É UM ALIMENTO COMPLETO
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RACHEL BOTELHO
DA REPORTAGEM LOCAL
É muito fácil de preparar em casa, compõe uma infinidade de receitas doces e salgadas e faz muito bem à saúde. "Só lamento que, no Brasil, a coalhada seja tão pouco difundida", afirma Gláucia Pastore, especialista em alimentos funcionais e professora da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp.
Isso porque, segundo ela, esse alimento lácteo refrescante e levemente azedo é mais rico do que o leite e do que o iogurte -do qual se diferencia principalmente pelo tipo de micro-organismo que participa da fermentação do leite. "A coalhada tem maior disponibilidade de proteínas e de vitaminas do complexo B e permite uma maior absorção de cálcio, sendo mais fácil de digerir do que o leite e até mesmo do que o iogurte", afirma Pastore.
Além de ajudar a combater bactérias patogênicas no intestino, a coalhada colabora para a redução do colesterol e não tem contraindicação, a não ser para as pessoas que sofrem de intolerância à lactose.
Do ponto de vista culinário, também é considerada um ingrediente completo. Para a chef Leila Kuczynski, do restaurante Arabia, trata-se do alimento mais importante porque oferece múltiplas possibilidades de preparo. Nos países árabes, participa das principais refeições diárias.
A coalhada fresca, de consistência leve, é servida como vitamina quando misturada à mesma proporção de água. "É uma bebida nutritiva e levíssima", diz a chef. Por aqui, é mais apreciada com mel.
A receita de coalhada fresca é muito simples, como ensina a chef Leila Kuczynski. Leve dois litros de leite integral ao fogo até levantar fervura. Quando o leite amornar, passe-o para um recipiente de cerâmica e adicione duas colheres (sopa) bem cheias de um coalho anterior. Se não tiver, substitua-o por um pote de iogurte natural, mas saiba que a fermentação não é igual.
Para facilitar o processo, encha uma concha de leite e despeje sobre o restante do líquido duas ou três vezes. Mexa para diluir. Depois, alise a superfície com a concha e tampe, envolvendo a vasilha com panos. Reserve por uma hora e meia em uma superfície que não dissipe o calor. Depois, leve para gelar.
A coalhada seca -usada na sobremesa ao lado- também é prática de preparar. Basta colocar a coalhada fresca gelada em um saco improvisado com um pano de prato e depois pendurá-lo por algumas horas para que o soro escorra e a coalhada se concentre. Dois litros de leite rendem uma xícara.
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[...] TANTO DO PONTO DE VISTA CULINÁRIO QUANTO DO NUTRICIONAL, A COALHADA É UM ALIMENTO COMPLETO
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RACHEL BOTELHO
DA REPORTAGEM LOCAL
É muito fácil de preparar em casa, compõe uma infinidade de receitas doces e salgadas e faz muito bem à saúde. "Só lamento que, no Brasil, a coalhada seja tão pouco difundida", afirma Gláucia Pastore, especialista em alimentos funcionais e professora da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp.
Isso porque, segundo ela, esse alimento lácteo refrescante e levemente azedo é mais rico do que o leite e do que o iogurte -do qual se diferencia principalmente pelo tipo de micro-organismo que participa da fermentação do leite. "A coalhada tem maior disponibilidade de proteínas e de vitaminas do complexo B e permite uma maior absorção de cálcio, sendo mais fácil de digerir do que o leite e até mesmo do que o iogurte", afirma Pastore.
Além de ajudar a combater bactérias patogênicas no intestino, a coalhada colabora para a redução do colesterol e não tem contraindicação, a não ser para as pessoas que sofrem de intolerância à lactose.
Do ponto de vista culinário, também é considerada um ingrediente completo. Para a chef Leila Kuczynski, do restaurante Arabia, trata-se do alimento mais importante porque oferece múltiplas possibilidades de preparo. Nos países árabes, participa das principais refeições diárias.
A coalhada fresca, de consistência leve, é servida como vitamina quando misturada à mesma proporção de água. "É uma bebida nutritiva e levíssima", diz a chef. Por aqui, é mais apreciada com mel.
A receita de coalhada fresca é muito simples, como ensina a chef Leila Kuczynski. Leve dois litros de leite integral ao fogo até levantar fervura. Quando o leite amornar, passe-o para um recipiente de cerâmica e adicione duas colheres (sopa) bem cheias de um coalho anterior. Se não tiver, substitua-o por um pote de iogurte natural, mas saiba que a fermentação não é igual.
Para facilitar o processo, encha uma concha de leite e despeje sobre o restante do líquido duas ou três vezes. Mexa para diluir. Depois, alise a superfície com a concha e tampe, envolvendo a vasilha com panos. Reserve por uma hora e meia em uma superfície que não dissipe o calor. Depois, leve para gelar.
A coalhada seca -usada na sobremesa ao lado- também é prática de preparar. Basta colocar a coalhada fresca gelada em um saco improvisado com um pano de prato e depois pendurá-lo por algumas horas para que o soro escorra e a coalhada se concentre. Dois litros de leite rendem uma xícara.
PASQUALE CIPRO NETO
"Se nosso time reouvesse a autoconfiança"
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O teste da FGV exige do candidato o conhecimento da conjugação de verbos "carimbados", todos irregulares
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NA SEMANA PASSADA , analisei uma questão do último vestibular de uma tradicional escola superior, a Universidade Mackenzie. A questão exigia o conhecimento de aspectos pontuais da língua, como a regência de "assistir", o emprego do oblíquo "lhe", a pronúncia e a escrita de "intuito" etc.
Hoje quero discutir uma questão de outro vestibular recente, o da FGV, cuja prova oscila entre abordagens mais aprofundadas de fatos da língua e testes de conhecimento pontual de aspectos da gramática.
Vamos à questão: "A única frase em que o verbo sublinhado está corretamente flexionado é: a) Se nosso time reouvesse a autoconfiança, obteríamos melhores resultados; b) Os ânimos só se acalmaram, quando eu intervi na discussão; c) Dou-me por satisfeito, se correr quinhentos metros e transpor cinco obstáculos; d) Todas as tardes, ela entretia-se a espiar a rua pela janela; e) O governo tem intervido demais na economia".
O teste exige o conhecimento da conjugação de verbos "carimbados", todos eles irregulares. Na "a", a forma destacada é "reouvesse", do imperfeito do subjuntivo de "reaver", verbo cuja conjugação... Ai, ai, ai. Esse verbo é um caso sério. Como no presente do indicativo só ocorrem duas formas ("nós reavemos", "vós reaveis"), ele é dado como defectivo (verbo que não apresenta conjugação completa).
Ao constatar que não se conjuga a primeira do singular do presente do indicativo, o caro leitor deve ter concluído que não existe a conjugação de nenhuma forma do presente do subjuntivo, já que este tempo deriva da primeira pessoa do singular daquele. Tradução: se não existe "eu reavo" (ou "eu reavejo", "reavenho" etc.), não existe "...que eu reava" (ou "que eu reaveja", "que eu reavenha" etc.).
Quem procura "reaver" no "Aurélio" encontra isto: "Conjuga-se como "haver", porém somente nas formas em que se mantém o v".
Tradução: como o presente do indicativo de "haver" é "eu hei, tu hás, ele há, nós havemos, vós haveis, eles hão", o de "reaver" só é conjugado... Bem, isso você já sabe.
E de onde vem a forma "reouvesse", que, por sinal, é correta? Vem de "houvesse", do imperfeito do subjuntivo de "haver" ("se eu houvesse, se tu houvesses..."). Como nesse tempo todas as flexões de "haver" apresentam "v"... O caro leitor já concluiu, certo?
Vez por outra, jornais publicam títulos em que se vê a inexistente forma "reavê" ("Empresa reavê imóvel..."), como tentativa de conjugação da terceira do singular do presente do indicativo de "reaver".
A forma "reavê" certamente decorre da semelhança com "revê", esta sim existente (flexão de "rever"). Que fazer? Deixar para lá o espírito inventor e usar um sinônimo ("Empresa recupera/retoma...").
Vejamos agora as demais alternativas. Na "b", a forma "intervi" deve ser substituída por "intervim". Trata-se de flexão do verbo "intervir", cuja conjugação segue integralmente a do verbo "vir" (venho/intervenho, vinha/intervinha, vim/intervim, veio/interveio, viesse/interviesse, vier/intervier).
Na "c", a forma "transpor" deve ser substituída por "transpuser", já que se trata do futuro do subjuntivo de "transpor", cuja conjugação segue a do verbo "pôr", do qual deriva ("Se eu puser a carta..."; "Se eu transpuser cinco obstáculos...").
Na "d", a forma "entretia" deve ser substituída por "entretinha", do verbo "entreter". Por fim, a alternativa "e", em que a forma "intervido" deve ser substituída por "intervindo" ("O governo tem intervindo demais na economia").
Aqui caberia a análise de fatos interessantes, mas o espaço acabou.
Um dia volto ao tema. É isso.
inculta@uol.com.br
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2008200905.htm
"Se nosso time reouvesse a autoconfiança"
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O teste da FGV exige do candidato o conhecimento da conjugação de verbos "carimbados", todos irregulares
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NA SEMANA PASSADA , analisei uma questão do último vestibular de uma tradicional escola superior, a Universidade Mackenzie. A questão exigia o conhecimento de aspectos pontuais da língua, como a regência de "assistir", o emprego do oblíquo "lhe", a pronúncia e a escrita de "intuito" etc.
Hoje quero discutir uma questão de outro vestibular recente, o da FGV, cuja prova oscila entre abordagens mais aprofundadas de fatos da língua e testes de conhecimento pontual de aspectos da gramática.
Vamos à questão: "A única frase em que o verbo sublinhado está corretamente flexionado é: a) Se nosso time reouvesse a autoconfiança, obteríamos melhores resultados; b) Os ânimos só se acalmaram, quando eu intervi na discussão; c) Dou-me por satisfeito, se correr quinhentos metros e transpor cinco obstáculos; d) Todas as tardes, ela entretia-se a espiar a rua pela janela; e) O governo tem intervido demais na economia".
O teste exige o conhecimento da conjugação de verbos "carimbados", todos eles irregulares. Na "a", a forma destacada é "reouvesse", do imperfeito do subjuntivo de "reaver", verbo cuja conjugação... Ai, ai, ai. Esse verbo é um caso sério. Como no presente do indicativo só ocorrem duas formas ("nós reavemos", "vós reaveis"), ele é dado como defectivo (verbo que não apresenta conjugação completa).
Ao constatar que não se conjuga a primeira do singular do presente do indicativo, o caro leitor deve ter concluído que não existe a conjugação de nenhuma forma do presente do subjuntivo, já que este tempo deriva da primeira pessoa do singular daquele. Tradução: se não existe "eu reavo" (ou "eu reavejo", "reavenho" etc.), não existe "...que eu reava" (ou "que eu reaveja", "que eu reavenha" etc.).
Quem procura "reaver" no "Aurélio" encontra isto: "Conjuga-se como "haver", porém somente nas formas em que se mantém o v".
Tradução: como o presente do indicativo de "haver" é "eu hei, tu hás, ele há, nós havemos, vós haveis, eles hão", o de "reaver" só é conjugado... Bem, isso você já sabe.
E de onde vem a forma "reouvesse", que, por sinal, é correta? Vem de "houvesse", do imperfeito do subjuntivo de "haver" ("se eu houvesse, se tu houvesses..."). Como nesse tempo todas as flexões de "haver" apresentam "v"... O caro leitor já concluiu, certo?
Vez por outra, jornais publicam títulos em que se vê a inexistente forma "reavê" ("Empresa reavê imóvel..."), como tentativa de conjugação da terceira do singular do presente do indicativo de "reaver".
A forma "reavê" certamente decorre da semelhança com "revê", esta sim existente (flexão de "rever"). Que fazer? Deixar para lá o espírito inventor e usar um sinônimo ("Empresa recupera/retoma...").
Vejamos agora as demais alternativas. Na "b", a forma "intervi" deve ser substituída por "intervim". Trata-se de flexão do verbo "intervir", cuja conjugação segue integralmente a do verbo "vir" (venho/intervenho, vinha/intervinha, vim/intervim, veio/interveio, viesse/interviesse, vier/intervier).
Na "c", a forma "transpor" deve ser substituída por "transpuser", já que se trata do futuro do subjuntivo de "transpor", cuja conjugação segue a do verbo "pôr", do qual deriva ("Se eu puser a carta..."; "Se eu transpuser cinco obstáculos...").
Na "d", a forma "entretia" deve ser substituída por "entretinha", do verbo "entreter". Por fim, a alternativa "e", em que a forma "intervido" deve ser substituída por "intervindo" ("O governo tem intervindo demais na economia").
Aqui caberia a análise de fatos interessantes, mas o espaço acabou.
Um dia volto ao tema. É isso.
inculta@uol.com.br
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2008200905.htm
Célula-tronco "ética" simula doença neurológica mortal
Grupo nos EUA também usou essas células para testar drogas contra a moléstia
Pacientes portadores da enfermidade, que em geral morrem antes dos 30 anos, tiveram células da pele induzidas a virar neurônios
REINALDO JOSÉ LOPES
DA REPORTAGEM LOCAL
A promessa mais palpável das células-tronco começa a sair do papel. Pesquisadores nos EUA conseguiram usar versões reprogramadas dessas células para simular, em laboratório, uma moléstia devastadora do sistema nervoso. De quebra, usaram isso para testar remédios contra ela.
O ponto crucial é que as células foram obtidas de crianças e adolescentes com a doença. Por isso, são geneticamente idênticas aos neurônios dos doentes e permitem estudar o problema com grande precisão.
Lorenz Studer e seus colegas do Instituto Sloan-Kettering, em Nova York, relatam os resultados em artigo na revista científica "Nature" desta semana. A moléstia estudada é a disautonomia familiar, que atinge famílias de origem judaica.
Por causa de uma troca numa "letra" química de DNA, os portadores sofrem degeneração dos neurônios sensoriais (tendo problemas na percepção da dor ou no paladar) e autônomos (que controlam a respiração e a digestão). Poucos chegam aos 30 anos de idade.
É muito difícil estudar a evolução da doença, conta Studer. "As pessoas tentavam fazer isso com camundongos, mas os bichos morriam cedo demais."
Contudo, a história seria outra se fosse possível enxergar a progressão do sistema nervoso dos próprios doentes. Entra a cena a reprogramação celular.
Adicionando certos genes a uma célula da pele, por exemplo, dá para fazer com que ela "pense" ser uma célula-tronco embrionária -capaz, portanto, de assumir o papel de qualquer tecido do corpo. Ela se transforma numa célula iPS, conhecida como célula-tronco "ética", porque não envolve destruição de embrião.
Usando outras substâncias, é possível transformar essa célula em num neurônio (veja quadro). Tal neurônio terá a mesma carga genética do paciente e, espera-se, vai se comportar de forma muito parecida com os neurônios naturais.
E é o que os dados obtidos indicam. O estudo verificou que os neurônios assim produzidos não conseguem assumir sua função correta no sistema nervoso, o que explicaria os sintomas dos pacientes.
Stevens Rehen, biólogo da UFRJ, aponta outro detalhe.
"Eles mostraram que os neurônios obtidos também têm dificuldade de migrar de um lugar para outro", conta. Isso impediria que as células assumissem sua posição correta.
Rehen também ressalta o fato de que os pesquisadores usaram as células para testar drogas contra a doença. Um exemplo é a cinetina, um hormônio vegetal que se mostrou capaz de impedir a produção da proteína doente codificada pelo gene alterado dos pacientes.
"Para testar medicamentos, a resposta desse tipo de modelo será bem melhor do que o que vemos em camundongos nocauteados", diz Studer.
Alguns especialistas apontam até que esse será o principal e talvez o único uso biomédico das células-tronco no futuro próximo, porque ainda é difícil controlar a especialização delas. Transplantá-las em pessoas ainda envolve incertezas, como o risco de tumores.
"Creio que há certo grau de verdade nessa visão", diz Studer. "Em doenças como o mal de Alzheimer, na qual há danos extensos em várias áreas do cérebro, esse tipo de transplante seria mesmo inútil."
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ciencia/fe2008200901.htm
Grupo nos EUA também usou essas células para testar drogas contra a moléstia
Pacientes portadores da enfermidade, que em geral morrem antes dos 30 anos, tiveram células da pele induzidas a virar neurônios
REINALDO JOSÉ LOPES
DA REPORTAGEM LOCAL
A promessa mais palpável das células-tronco começa a sair do papel. Pesquisadores nos EUA conseguiram usar versões reprogramadas dessas células para simular, em laboratório, uma moléstia devastadora do sistema nervoso. De quebra, usaram isso para testar remédios contra ela.
O ponto crucial é que as células foram obtidas de crianças e adolescentes com a doença. Por isso, são geneticamente idênticas aos neurônios dos doentes e permitem estudar o problema com grande precisão.
Lorenz Studer e seus colegas do Instituto Sloan-Kettering, em Nova York, relatam os resultados em artigo na revista científica "Nature" desta semana. A moléstia estudada é a disautonomia familiar, que atinge famílias de origem judaica.
Por causa de uma troca numa "letra" química de DNA, os portadores sofrem degeneração dos neurônios sensoriais (tendo problemas na percepção da dor ou no paladar) e autônomos (que controlam a respiração e a digestão). Poucos chegam aos 30 anos de idade.
É muito difícil estudar a evolução da doença, conta Studer. "As pessoas tentavam fazer isso com camundongos, mas os bichos morriam cedo demais."
Contudo, a história seria outra se fosse possível enxergar a progressão do sistema nervoso dos próprios doentes. Entra a cena a reprogramação celular.
Adicionando certos genes a uma célula da pele, por exemplo, dá para fazer com que ela "pense" ser uma célula-tronco embrionária -capaz, portanto, de assumir o papel de qualquer tecido do corpo. Ela se transforma numa célula iPS, conhecida como célula-tronco "ética", porque não envolve destruição de embrião.
Usando outras substâncias, é possível transformar essa célula em num neurônio (veja quadro). Tal neurônio terá a mesma carga genética do paciente e, espera-se, vai se comportar de forma muito parecida com os neurônios naturais.
E é o que os dados obtidos indicam. O estudo verificou que os neurônios assim produzidos não conseguem assumir sua função correta no sistema nervoso, o que explicaria os sintomas dos pacientes.
Stevens Rehen, biólogo da UFRJ, aponta outro detalhe.
"Eles mostraram que os neurônios obtidos também têm dificuldade de migrar de um lugar para outro", conta. Isso impediria que as células assumissem sua posição correta.
Rehen também ressalta o fato de que os pesquisadores usaram as células para testar drogas contra a doença. Um exemplo é a cinetina, um hormônio vegetal que se mostrou capaz de impedir a produção da proteína doente codificada pelo gene alterado dos pacientes.
"Para testar medicamentos, a resposta desse tipo de modelo será bem melhor do que o que vemos em camundongos nocauteados", diz Studer.
Alguns especialistas apontam até que esse será o principal e talvez o único uso biomédico das células-tronco no futuro próximo, porque ainda é difícil controlar a especialização delas. Transplantá-las em pessoas ainda envolve incertezas, como o risco de tumores.
"Creio que há certo grau de verdade nessa visão", diz Studer. "Em doenças como o mal de Alzheimer, na qual há danos extensos em várias áreas do cérebro, esse tipo de transplante seria mesmo inútil."
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ciencia/fe2008200901.htm
segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Costarriquenho tem como melhor amigo um crocodilo de mais de 5 metros
'Pocho é o meu melhor amigo', disse o pescador 'Chito Louco'.
Ele fez amizade com o crocodilo após encontrá-lo ferido há 20 anos.
Do G1, em São Paulo
O pescador costarriquenho Chito, de 52 anos, adora brincar com seu amigo "Pocho", um crocodilo de mais de 5 metros de comprimento e 445 quilos, segundo reportagem do jornal inglês "The Sun".
Chito com seu amigo 'Pocho', um crocodilo de mais de 5 metros. (Foto: Reprodução/The Sun)
De acordo com o periódico, o homem tira suspiros de espanto de espectadores quando nada ao lado de um dos predadores mais perigosos do mundo. Chamado de "Chito Louco", o pescador chega a dar abraços em "Pocho".
"Pocho é o meu melhor amigo. Isso é uma rotina muito perigosa, mas temos um bom relacionamento", disse Chito, destacando que seria algo muito perigoso para qualquer outra pessoa entrar na água.
Chito fez amizade com o crocodilo após encontrá-lo ferido com um tiro há 20 anos. O réptil tinha sido baleado no olho esquerdo por um criador de gados e quase morreu. "Ele estava muito magro, pesando apenas cerca de 68 quilos", disse.
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
PROBIÓTICOS
ALIMENTO REDUZ SINTOMAS DA GRIPE
O consumo de probióticos -presentes, por exemplo, nos leites fermentados- reduz a intensidade e a duração de sintomas de gripes e resfriados, como febre, coriza e tosse. Pesquisadores de várias instituições compararam um grupo de 326 crianças com idades entre três e cinco anos. Os benefícios apareceram naquelas que ingeriram probióticos duas vezes por dia ao longo de seis meses. O estudo foi publicado no periódico científico "Pediatrics".
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/saude/inde13082009.htm
ALIMENTO REDUZ SINTOMAS DA GRIPE
O consumo de probióticos -presentes, por exemplo, nos leites fermentados- reduz a intensidade e a duração de sintomas de gripes e resfriados, como febre, coriza e tosse. Pesquisadores de várias instituições compararam um grupo de 326 crianças com idades entre três e cinco anos. Os benefícios apareceram naquelas que ingeriram probióticos duas vezes por dia ao longo de seis meses. O estudo foi publicado no periódico científico "Pediatrics".
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/saude/inde13082009.htm
Pão de cebola Ana Costa
www.cozinhandocomanacosta.com.br
Massa:
•30g de fermento fresco
•1 colher (sobremesa) de açúcar
•1 ½ xícara (chá) de leite morno
•2 colheres (sopa) de manteiga sem sal
•3 colheres (sopa) de sopa creme de cebola
•4 xícaras (chá) de farinha de trigo (aproximadamente)
•orégano para salpicar
Modo de preparo:
Dissolva o fermento no açúcar e em seguida junte o leite. Misture o restante dos ingredientes e sove a massa até que fique homogênea. Boleie a massa e coloque em uma forma untada levemente com manteiga e enfarinhada, pincele e salpique orégano e deixe crescer por 30 minutos. Leve para assar em forno pré-aquecido a 180ºC por 25 minutos ou até que fique levemente dourado.
www.cozinhandocomanacosta.com.br
Massa:
•30g de fermento fresco
•1 colher (sobremesa) de açúcar
•1 ½ xícara (chá) de leite morno
•2 colheres (sopa) de manteiga sem sal
•3 colheres (sopa) de sopa creme de cebola
•4 xícaras (chá) de farinha de trigo (aproximadamente)
•orégano para salpicar
Modo de preparo:
Dissolva o fermento no açúcar e em seguida junte o leite. Misture o restante dos ingredientes e sove a massa até que fique homogênea. Boleie a massa e coloque em uma forma untada levemente com manteiga e enfarinhada, pincele e salpique orégano e deixe crescer por 30 minutos. Leve para assar em forno pré-aquecido a 180ºC por 25 minutos ou até que fique levemente dourado.
Rodovias do Estado de São Paulo terão 110 radares que detectam IPVA vencido
Da Redação, com Rádio Bandeirantes
cidades@eband.com.br
Cerca de 30% dos motoristas de veículos parados por policiais nas rodovias paulistas apresentam problemas com a documentação, como falta de pagamento de IPVA ou carteira de habilitação vencida.
De acordo com o secretário estadual dos Transportes, é por esse motivo que o governo do Estado de São Paulo decidiu implantar até o fim do ano 110 radares inteligentes, que detectam e multam inclusive quem deve impostos.
As informações sobre as placas captadas pelos radares serão cruzadas com dados da SSP (Secretaria da Segurança Pública), identificando também os carros roubados que circulam pelas estradas paulistas.
O secretário dos Transportes, Mauro Arce, diz que a intenção é educar os condutores, e rebate as críticas de que o investimento em radares tem como objetivo aumentar a arrecadação com multas.
Os radares serão colocados ao longo de rodovias do Estado de São Paulo. Se detectada alguma infração, o veículo é parado no próximo posto da Polícia Rodoviária.
O vice-presidente da Comissão de Assuntos e Estudos sobre Direito de trânsito da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de São Paulo, Marcos Pantaleão, diz que as imagens podem até ajudar alguns motoristas.
Por exemplo, para quem precisar provar a inocência em caso de infrações que não forem cometidas pelo motorista, mas que forem atribuídas a ele.
Da Redação, com Rádio Bandeirantes
cidades@eband.com.br
Cerca de 30% dos motoristas de veículos parados por policiais nas rodovias paulistas apresentam problemas com a documentação, como falta de pagamento de IPVA ou carteira de habilitação vencida.
De acordo com o secretário estadual dos Transportes, é por esse motivo que o governo do Estado de São Paulo decidiu implantar até o fim do ano 110 radares inteligentes, que detectam e multam inclusive quem deve impostos.
As informações sobre as placas captadas pelos radares serão cruzadas com dados da SSP (Secretaria da Segurança Pública), identificando também os carros roubados que circulam pelas estradas paulistas.
O secretário dos Transportes, Mauro Arce, diz que a intenção é educar os condutores, e rebate as críticas de que o investimento em radares tem como objetivo aumentar a arrecadação com multas.
Os radares serão colocados ao longo de rodovias do Estado de São Paulo. Se detectada alguma infração, o veículo é parado no próximo posto da Polícia Rodoviária.
O vice-presidente da Comissão de Assuntos e Estudos sobre Direito de trânsito da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de São Paulo, Marcos Pantaleão, diz que as imagens podem até ajudar alguns motoristas.
Por exemplo, para quem precisar provar a inocência em caso de infrações que não forem cometidas pelo motorista, mas que forem atribuídas a ele.

Bolinhos de chuva
3/4 de xícara de açúcar
2 xícaras e meia de farinha de trigo
2 ovos
1 xícara de leite
1 colher (sopa) de fermento químico
1 colher (sobremesa) de essência de baunilha
1 xícara de açúcar
2 colheres (sopa) de canela em pó
1 - Misture 3/4 de xícara de açúcar, a farinha de trigo, os ovos e o leite. Mexa bem
2 - Junte o fermento e a essência de baunilha. Misture até obter uma massa homogênea e consistente
3 - Esquente uma frigideira com óleo. Pegue uma colher de sopa e encha metade com a massa. Coloque no óleo quente. Faça várias colheradas. Vire os bolinhos para dourarem dos dois lados
4 - Retire-os quando estiverem bem dourados. Arrume-os em um prato coberto com papel absorvente. Rendem, em média, 50 bolinhos
5 - Misture a xícara de açúcar com as 2 colheres de canela. Polvilhe por cima dos bolinhos e sirva
Pesquisa aponta aspirina como arma contra câncer
O uso regular de aspirina pode reduzir o risco de morte em pacientes com câncer colorretal, revela estudo inédito publicado ontem na revista da Associação Médica Americana (Jama).
No Brasil, esse tumor é o terceiro (em mulheres) e o quarto (em homens) de maior incidência.
Pesquisas anteriores já haviam apontado que a aspirina também diminui o risco de adenoma colorretal (tumor benigno), mas é a primeira vez que se demonstra o impacto na sobrevida de pacientes com o câncer.
Além de analgésicos, os componentes da aspirina (ácido acetilsalicílico) têm efeitos anti-inflamatórios e anticoagulantes. No câncer, a hipótese é que a droga iniba uma enzima (COX-2) presente em dois terços dos tumores colorretais.
O estudo
– A pesquisa americana acompanhou 1.279 pessoas com câncer colorretal sem metástases (estágios 1, 2 e 3), que passaram por tratamentos convencionais (cirurgia e radioterapia associada ou não à quimioterapia).
– Em 11 anos de seguimento, os pacientes que tomaram regularmente a aspirina como droga coadjuvante tiveram 30% menos risco de morrer em comparação aos doentes que não usaram o medicamento.
O uso regular de aspirina pode reduzir o risco de morte em pacientes com câncer colorretal, revela estudo inédito publicado ontem na revista da Associação Médica Americana (Jama).
No Brasil, esse tumor é o terceiro (em mulheres) e o quarto (em homens) de maior incidência.
Pesquisas anteriores já haviam apontado que a aspirina também diminui o risco de adenoma colorretal (tumor benigno), mas é a primeira vez que se demonstra o impacto na sobrevida de pacientes com o câncer.
Além de analgésicos, os componentes da aspirina (ácido acetilsalicílico) têm efeitos anti-inflamatórios e anticoagulantes. No câncer, a hipótese é que a droga iniba uma enzima (COX-2) presente em dois terços dos tumores colorretais.
O estudo
– A pesquisa americana acompanhou 1.279 pessoas com câncer colorretal sem metástases (estágios 1, 2 e 3), que passaram por tratamentos convencionais (cirurgia e radioterapia associada ou não à quimioterapia).
– Em 11 anos de seguimento, os pacientes que tomaram regularmente a aspirina como droga coadjuvante tiveram 30% menos risco de morrer em comparação aos doentes que não usaram o medicamento.
sábado, 18 de julho de 2009

Certos temas podem ser introduzidos através de exemplos práticos, capazes de despertar nos alunos a curiosidade pela compreensão dos fenômenos físicos. É o que tentamos fazer neste artigo, propondo que se use a construção de uma câmara escura, intervêm os fenômenos ópticos básicos que serão observados e analisados no prosseguimento do curso, a saber: propagação, reflexão e refração da luz.
Trecho
forma de câmara escura, tipo quarto, foi substituída por câmaras portáteis que nada mais eram que caixas de madeira, pintadas de preto no interior, totalmente fechadas, com um orifício em um dos lados e uma tela no lado oposto. Além disso, foram introduzidas diversas inovações. Uma delas, sugeridas por Girolano Cardano em 1550, fazia com que o pequeno orifício fosse substituído por outro maior, onde se adaptava uma lente convergente, obtendo-se, assim, maior brilho e maior nitidez da imagem. Este tipo de câmara tornou-se muito popular graças a Giovanni Batista Della Porta, cientista e escritor, que, em 1558, fez uma descrição detalhada da câmara para desenhos de contornos e sombras. 36Fig. 2 − Primeiro desenho ocidental conhecido de câmara escura, feito por Gama Frisius, em 1544.EIIl1568, Daniello Barbiero introduziu o usodo diafragma, sistema que permitia a reguiagem da luminosidade, melhorando assim o contraste. Na segunda edição de seu trabalho, Della Porta introduziu um espelho plano, a 459 de inclinação, localizado em frente à lente, dentro da câmara, para refletir os feixes luminosos, fazendo com que a imagem aparecesse direita numa tela, localizada, agora, na tampa da caixa. Ainda preocupado com a inversão da imagem, Ignazio Danti. em 1573, colocou um espelho côncavo atrás da lente. Em 1685, Johan Zahan sugeriu o uso de uma tela de vidro fosco.Todas essas inovações popularizaram ainda mais a câmara escura no meio artístico. Ela era usada. principalmente. para reprodução e cópia direta de imagens projetadas na tela. Paralelamente. a Química trabalhava com os sais de prata. verificando que eles escureciam quando. eram expostos ao Sol. O fenômeno era atribuído ao calor e não à luz. Foi o alemão Johann Henrich Shulze. professor da Universidade de Halle. quem, em 1727. descobriu que o escurecimento dos sais de prata era devido à luz e não ao calor.
sábado, 11 de julho de 2009
Vaticano critica galácticos do Real Madrid
O Vaticano foi mais um a se manifestar contrariamente aos gastos milionários do Real Madrid para reforçar seu elenco. Com apenas quatro jogadores - Kaká, Cristiano Ronaldo, Benzema e Albiol -, o clube já desembolsou 209 milhões de euros (R$ 586,6 milhões).
A crítica foi feita através do jornal oficial do Vaticano, o "L'Osservatore Romano". Em artigo intitulado "Se o futebol se converter em um círculo exclusivo", o jornalista Gaetano Vallini questionou a postura do Real.
"Será difícil ver se (os gastos) são compatíveis ou desestabilizadores para o mundo do futebol", diz o texto.
Vallini criticou ainda a ideia de Florentino Pérez, presidente do Real, de criar uma liga europeia com os principais clubes do Velho Continente:
"Estamos diante de uma proposta que desmascara, como se fosse necessário, as verdadeiras intenções de alguns dirigentes de futebol: criar um círculo exclusivo de clubes poderosos, que seriam cada vez mais ricos."
fonte: http://oglobo.globo.com
O Vaticano foi mais um a se manifestar contrariamente aos gastos milionários do Real Madrid para reforçar seu elenco. Com apenas quatro jogadores - Kaká, Cristiano Ronaldo, Benzema e Albiol -, o clube já desembolsou 209 milhões de euros (R$ 586,6 milhões).
A crítica foi feita através do jornal oficial do Vaticano, o "L'Osservatore Romano". Em artigo intitulado "Se o futebol se converter em um círculo exclusivo", o jornalista Gaetano Vallini questionou a postura do Real.
"Será difícil ver se (os gastos) são compatíveis ou desestabilizadores para o mundo do futebol", diz o texto.
Vallini criticou ainda a ideia de Florentino Pérez, presidente do Real, de criar uma liga europeia com os principais clubes do Velho Continente:
"Estamos diante de uma proposta que desmascara, como se fosse necessário, as verdadeiras intenções de alguns dirigentes de futebol: criar um círculo exclusivo de clubes poderosos, que seriam cada vez mais ricos."
fonte: http://oglobo.globo.com
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